M&A 2026: resultados do Q1 e previsões estratégicas para o Q2

O primeiro trimestre de 2026 confirmou o que o mercado já sinalizava desde o final de 2025: o ciclo de M&A voltou, mas de forma mais seletiva, estratégica e concentrada em grandes operações.

Mais do que um simples aumento de volume, estamos vendo uma mudança estrutural na forma como as transações acontecem.

 

 O que aconteceu no Q1 de 2026

O início do ano trouxe sinais claros de retomada, mas com nuances importantes.

  • O valor global de M&A cresceu de forma relevante, com alta de aproximadamente 34% no volume financeiro total  
  • Grandes transações (megadeals) continuaram liderando o mercado 
  • Bancos e setores tradicionais voltaram a ganhar protagonismo 
  • O mercado mostrou resiliência mesmo com volatilidade geopolítica e econômica  

Ao mesmo tempo:

  • O volume de operações ainda não cresceu na mesma proporção 
  • Empresas estão mais seletivas, focando em ativos estratégicos  
  • Houve oscilações ao longo do trimestre, com desaceleração em março após um início forte 

 Principais tendências observadas no Q1

1. Consolidação como estratégia dominante

Empresas estão usando M&A para:

  • ganhar escala 
  • reduzir custo 
  • adquirir tecnologia pronta 

Isso é especialmente forte em setores como tecnologia, financeiro e saúde.

2. Private equity voltando com força

Fundos voltaram a atuar de forma mais agressiva, impulsionados por:

  • alto volume de capital disponível 
  • necessidade de realizar investimentos represados 

Isso reforça o movimento de retomada no middle market 

3. IA como motor de transações

A inteligência artificial deixou de ser tendência e virou driver de deals.

Empresas estão comprando:

  • tecnologia 
  • dados 
  • capacidade de inovação 

4. Mercado mais criterioso

Mesmo com crescimento, os investidores estão mais exigentes.

Foco em:

  • governança 
  • previsibilidade de resultado 
  • eficiência operacional 

Ou seja: qualidade passou a valer mais que quantidade.

 

 Previsões para o Q2 de 2026

O segundo trimestre tende a consolidar esse movimento, com alguns pontos-chave:

 

1. Aumento gradual no volume de operações

A expectativa é de crescimento contínuo, porém moderado.

Mais de 80% dos dealmakers esperam aumento no número e valor de transações em 2026 

 O Q2 deve mostrar:

  • mais negócios sendo destravados 
  • pipeline ganhando velocidade 

2. Continuidade dos megadeals

Grandes transações devem continuar dominando o mercado.

Isso acontece porque:

  • grandes empresas têm mais acesso a capital 
  • conseguem assumir riscos maiores 

Além disso, há tendência de concentração em players mais fortes 

 

3. Retorno mais forte do middle market

Empresas médias devem voltar com mais força ao jogo.

Impulsionadores:

  • redução de juros 
  • maior acesso a crédito 
  • necessidade de crescimento via aquisição  

4. Valuation mais estável (sem grandes saltos)

A tendência para 2026 é de leve alta ou estabilidade nos múltiplos.

  • EBITDA médio projetado: ~6.8x 
  • Deals premium: ~9.8x  

5. Ambiente ainda sensível a riscos externos

Apesar do otimismo, o mercado ainda responde a:

  • conflitos geopolíticos 
  • mudanças regulatórias 
  • oscilações macroeconômicas 

Isso pode gerar:

  • adiamento de deals 
  • renegociação de preços 
  • maior cautela dos compradores 

O que isso significa para as empresas

O cenário atual de M&A exige uma mudança de postura:

Não basta “estar disponível” para vender ou comprar.

Empresas precisam estar:

  • estruturadas 
  • com governança clara 
  • com números consistentes 
  • com estratégia definida 

Porque o mercado está mais seletivo.

 Conclusão

O Q1 de 2026 mostrou que o mercado de M&A voltou —

mas não como antes.

Estamos entrando em um ciclo onde:

  • qualidade > quantidade 
  • estratégia > oportunidade 
  • preparação > timing 

E o Q2 deve reforçar essa tendência, com mais transações, porém com alto nível de exigência.

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Preparação para M&A: por que fevereiro decide quem sai na frente

A preparação para M&A começa muito antes de qualquer negociação. Enquanto parte do mercado desacelera no Carnaval, empresas mais estratégicas usam fevereiro como um período decisivo para estruturar dados, ajustar processos e fortalecer seu posicionamento para futuras fusões, aquisições ou rodadas de investimento.

Embora muitos empresários enxerguem fevereiro como um mês de transição, no mercado de M&A esse comportamento cria uma vantagem competitiva clara. Quem se organiza agora chega ao primeiro semestre pronto para agir. Quem espera, geralmente negocia sob pressão.

Fevereiro não é pausa. É janela estratégica.

Em processos de M&A, o timing influencia diretamente o valuation. Empresas que entram despreparadas costumam aceitar condições piores, seja por necessidade de capital, sucessão mal planejada ou consolidação forçada do setor.

Historicamente, fevereiro oferece um cenário favorável porque:

  • Os números do ano anterior já estão consolidados

  • O planejamento estratégico está definido

  • A operação tende a estar mais previsível

  • O mercado começa a se movimentar para o primeiro semestre

Por isso, organizações maduras utilizam esse período para organizar dados financeiros, revisar indicadores e alinhar governança, enquanto concorrentes ainda estão retomando o ritmo após o feriado.

Preparação para M&A começa antes do comprador aparecer

Um erro comum é acreditar que a venda de uma empresa começa quando surge um interessado. Na prática, o processo começa muito antes, dentro da própria operação.

Empresas que saem na frente normalmente já estruturaram:

  • Governança corporativa clara

  • Demonstrações financeiras auditáveis

  • Indicadores de desempenho consistentes

  • Redução da dependência do fundador

  • Processos documentados e replicáveis

Esses fatores não apenas aumentam o valuation percebido, como também reduzem riscos durante a due diligence e aceleram negociações.

Segundo dados da PwC Brasil, empresas com governança estruturada chegam a obter múltiplos até 30% superiores em processos de venda quando comparadas a negócios sem organização financeira adequada.

(Fonte: PwC Brasil – Relatórios de M&A)

Quem se prepara escolhe. Quem não se prepara aceita.

No mercado de M&A, vantagem não está em aparecer primeiro, mas em aparecer melhor estruturado.

Empresas despreparadas tendem a:

  • Aceitar descontos agressivos

  • Sofrer auditorias longas e desgastantes

  • Perder poder de barganha

  • Depender excessivamente de cláusulas restritivas

Por outro lado, empresas que investem em preparação para M&A conseguem:

  • Negociar múltiplos mais altos

  • Escolher investidores estratégicos

  • Definir melhor o momento da transação

  • Preservar cultura e governança

Além disso, relatórios da KPMG Global M&A Outlook mostram que organizações com processos maduros fecham operações até 40% mais rápido do que empresas sem estrutura prévia.

(Fonte: KPMG Global M&A Outlook)

O Carnaval passa. O valuation permanece.

Enquanto alguns empresários tratam fevereiro como um mês de espera, outros utilizam esse período para revisar estrutura societária, ajustar indicadores e alinhar estratégia de crescimento ou saída.

A preparação para M&A não exige anúncios públicos. Pelo contrário. Ela acontece nos bastidores, com disciplina, método e decisões técnicas.

Quando as oportunidades surgem — e elas sempre surgem — quem se preparou escolhe o ritmo. Quem não se preparou, corre atrás.

Conclusão

O Carnaval dura poucos dias. Já as decisões estratégicas impactam o valor da empresa por anos.

Empresas que entendem isso usam fevereiro como ponto de partida para construir vantagem competitiva, fortalecer valuation e ampliar poder de negociação.

No fim, a diferença entre observar o mercado e liderar movimentos de M&A está em uma escolha simples: parar ou se preparar.

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Como aumentar o valor da sua empresa antes de buscar investidores

Atrair investidores é um dos principais objetivos de empresas em crescimento. Seja para expandir operações, entrar em novos mercados ou desenvolver produtos, o sucesso dessa negociação depende de um fator-chave: como aumentar o valor da empresa para investidores antes mesmo de buscá-los.

Empresas que investem em organização, governança e estruturação estratégica conseguem melhorar sua imagem no mercado e despertar o interesse de fundos e sócios com mais facilidade.

Por que aumentar o valor da empresa antes de buscar investidores?

Antes de apresentar sua empresa a um investidor, é fundamental entender o que eles procuram. Muito além de números no balanço, investidores buscam negócios estruturados, com processos claros, riscos mapeados e potencial de crescimento.

Ou seja, saber como aumentar o valor da empresa para investidores não é apenas desejável é essencial.

Os quatro pilares que influenciam o valuation da empresa

A governança corporativa é uma das ferramentas mais eficazes nesse processo. Ela está apoiada em quatro pilares fundamentais que ajudam a aumentar o valor percebido da empresa:

1. Transparência

Oferecer informações claras sobre contabilidade, contratos, estrutura societária e obrigações reduz incertezas e riscos para os investidores.

2. Equidade

Acordos de sócios bem estruturados e gestão justa garantem estabilidade interna, essencial para qualquer negociação de investimento.

3. Prestação de contas

Com indicadores, relatórios e metas bem definidos, a empresa passa a operar com mais previsibilidade, facilitando a avaliação de seu valor.

4. Responsabilidade corporativa

Empresas que demonstram responsabilidade social, ambiental e ética são melhor vistas pelo mercado, agregando valor intangível à marca.

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